FUNDAMENTO FAMILIAR

Fonte Ensinai - 25/04/2013 - 11h02min Imprimir

Família é uma instituição divina. Sua instituição precede ao estabelecimento da igreja e do Estado. Deus é o edificador da família (Sl 127.1). As instruções para se edificar uma família sólida emanam da Palavra de Deus. Ignorar ou mudar essas instruções é conspirar contra a estabilidade e saúde da família. Deus confiou ao homem uma posição vital na família. A Bíblia diz que Deus colocou o homem como cabeça da mulher (Ef 5.23). Uma família não pode ser acéfala nem bicéfala. Ser cabeça, entretanto, não é assumir uma atitude despótica. A mulher não é inferior ao homem. Ambos foram criados por Deus e são imagem e semelhança de Deus. Ambos desfrutam da mesma condição diante do Pai e têm acesso à mesma graça. Cristo, como cabeça da Igreja, a serviu e morreu por ela. O padrão de liderança do homem não é a do domínio pela força, mas da liderança pelo exemplo. Como cabeça da Igreja Cristo a amou e a si mesmo se entregou por ela. Desta forma, o marido deve amar sua mulher como Cristo amou a Igreja. 

 

ESTRUTRAS FAMILIARES

Todas as edificações existentes só subsistem a respeito de sua fundação, ou seja, fundamento. As maiores árvores da terra se sustentam pelas suas raízes. Os grandes guindastes só suportam grandes toneladas devido às suas bases sólidas. As paredes se mantêm em pé pelas suas colunas, ainda que imperceptíveis aos olhos nus, e a família não é diferente. Uma família sem fundamento, sem colunas, sem raízes, está fadada ao fracasso. Veremos alguns baluartes da família cristã, conforme cita, Hernandes Dias Lopes  (2005). 

 

a) Relacionamento heterossexual (Gn 1.27) – Quando Deus instituiu a família pela primeira vez, padronizou sua estrutura original, e cabe a nós obedecê-la. Uma família sadia não pode ser composta de um casal do mesmo gênero. O relacionamento conjugal só é possível entre um homem e uma mulher, entre macho e fêmea. Qualquer relacionamento fora deste padrão foge dos padrões bíblicos e até biológicos, e é considerado ilícito e abominável aos olhos do Senhor. Ainda que a homossexualidade vem sendo incentivada pela mídia pós-moderna e praticada por centenas de milhares, esta não é a vontade de Deus. E qualquer família que absorva tal comportamento terá que arcar com as consequências naturais e espirituais. Veja o que diz as Sagradas Escrituras: os cananitas foram mortos pela prática da homossexualidade (Lv 18.22-29); Sodoma foi destruída (Gn 19.5 e Jd 7); é uma prática abominável (Lv  18.22); Deus rejeitou as ofertas dos que praticam tais coisas (Dt 23.17,18); esta prática é vista na Palavra de Deus como um mal (Jz 19.22,23); Paulo declara que esta prática é imundícia e desonra (Rm 1.24); uma paixão infame contrária à natureza (Rm 1.26); é um erro ( Rm 1.27); é reprovável e inconveniente (Rm 1.28); gera consequências no tempo e na eternidade (1 Co 6.9,10); é uma transgressão à lei de Deus (1 Tm 1,9,10). Concluímos que a homossexualidade não cumpre com o propósito de Deus, corrompe os valores e traz o juízo de Deus, no entanto, é um pecado que tem perdão diante do Senhor, caso haja arrependimento e abandono da prática (1 Co 6.9,10), (LOPES, 2005, pp. 25-28).

 

b) Relacionamento monogâmico (Gn 2.24) – Ao criar a família, Deus não projetou duas mulheres para um homem, nem dois homens para uma mulher. Deus idealizou um casal monogâmico. A poligamia, um homem com várias mulheres e a poliandria, uma mulher com vários homens, não correspondem aos padrões divinos (LOPES, 2005, p. 28). Ainda que tenhamos relatos de vários homens que foram poligâmicos no Antigo Testamento, esta não foi, e nem será a vontade perfeita de Deus (1 Co 7.2). Paulo orienta os obreiros para que sejam esposos de uma só mulher (1 Tm 3.2). Temos alguns argumentos para que sigamos a monogamia: a) A monogamia foi ensinada por precedência; b) A monogamia foi ensinada por preceito; c) A monogamia foi ensinada como um preceito moral contra o adultério; d) A monogamia foi ensinada pela proporção populacional; e) A monogamia é ensinada através das severas consequências decorrentes da poligamia (LOPES, 2005, pp. 29-30). 

 

c) Relacionamento monossomático (Gn 2.24) – O desejo de Deus, quando idealizou o casamento, não era que ambos fossem somente um só corpo, mas uma só alma e espírito. Ou seja, que a sincronia desenvolvida gerasse o amálgama de todas as composições do ser humano, contemplando toda sua tricotomia, pois só assim seria possível uma indissolúvel parceria entre dois indivíduos. Parafraseando, o casamento deve gerar uma comunhão tal, que ambos tonem-se uma só pessoa, ainda que respeitem as devidas proporções de individualidade, que muito se difere de individualismo. A individualidade respeita a vontade do outro, mas pelo casamento se realiza esforços, como a renúncia. A individualidade respeita os limites do outro, mas pelo casamento, nos dedicamos para acompanhar o outro. A individualidade respeita a personalidade do outro, mas pelo casamento nos moldamos ao outro. Já o individualismo nunca pensa no outro, vive mergulhado no egoísmo, na vontade própria, numa vida hedonista (LOPES, 2005, p. 30). 

 

d) Relacionamento indissolúvel (Rm 7.2; 1 Co 7.39) – Quando Deus instituiu a família, ele não disse, até que o dinheiro nos separe; até que a incompatibilidade nos separe; até que a frieza nos separe; até que a enfermidade no separe; ou mesmo, até que a infidelidade no separe. Deus simplesmente registrou mais tarde que somente a morte poderia os separar (Rm 7.2; 1 Co 7.39). O que Deus uniu não separe o homem (Mt 19.6). Estar juntos em toda e qualquer situação é possível, mas isso não quer dizer que será fácil. Toda separação gera feridas aos cônjuges e principalmente aos filhos. A separação é um câncer para a sociedade e igreja. O matrimônio exerce múltiplas funções, conforme afirmou Lopes: 

“a finalidade do casamento não se exaure com a satisfação psicológica (auto-realização), ou física (prazer sexual), nem com a satisfação biológica (gerar filhos). Ela inclui também a proteção (sustento) e o encaminhamento da prole (educação). Isso faz com que apenas os casamentos indissolúveis possam alcançar esses sagrados objetivos” (LOPES, 2005, p. 35). 

 

e) Relacionamento aliançado com Deus (Ml 2.14) – A união conjugal não se limita a uma unidade horizontal, mas bilateral. Quem se casa conforme as orientações bíblicas realiza uma dupla aliança, com o homem e com Deus. Não só  os homens são testemunhas, mas toda a Trindade. No ato do casamento, Deus delibera a sua benção sobre os noivos e deve ser considerado em aviltada honra (Mt 19.6). Sendo assim, Deus não se agrada do divórcio, abomina tal comportamento, pois tal ato anula uma aliança com o Deus vivo (Ml 2.14), e é contrário à sua vontade, já que nasceu no coração de Deus (LOPES, 2005, p. 37). 

 

Fonte: Livro do Ensinai – Novo Testamento e Pós-modernidade. Edição 2011, p. 221-224.

 

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